Adolescente morre após demora em diagnóstico de apendicite e sete médicos são indiciados em MG
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Médicos são indiciados pela morte de adolescente em hospital de Itaúna
Sete médicos foram indiciados por homicídio culposo pela morte de uma adolescente de 13 anos em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas, após demora no diagnóstico de apendicite. O caso ocorreu em novembro de 2025, no Hospital Manoel Gonçalves, e foi investigado pela Polícia Civil. Os nomes dos profissionais não foram divulgados.
🔎 O homicídio culposo ocorre quando alguém causa a morte de outra pessoa sem intenção de matar, em razão de conduta marcada por negligência, imprudência ou imperícia.
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Em nota, o hospital informou que ainda não foi oficialmente notificado sobre o inquérito. A unidade afirmou, no entanto, que colabora com as investigações e fornece todas as informações e documentos técnicos solicitados. Veja a íntegra mais abaixo.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente morreu em 25 de novembro de 2025, após procurar consulta médica diversas vezes com queixas de fortes dores abdominais.
As investigações apontaram que a jovem procurou assistência pela primeira vez em 20 de novembro. Na ocasião, recebeu diagnóstico de gastroenterite viral e foi liberada sem passar por exames complementares.
Nos dias seguintes, a adolescente voltou outras quatro vezes ao hospital e foi atendida por profissionais diferentes. Conforme a Polícia Civil, o diagnóstico inicial foi mantido em todos os atendimentos, mesmo com a persistência e o agravamento dos sintomas.
Ainda de acordo com a investigação, exames laboratoriais e uma tomografia computadorizada só foram realizados em 23 de novembro. Os exames apontaram um quadro de apendicite aguda.
A cirurgia foi realizada na madrugada do dia 24, mas a adolescente já apresentava rompimento do apêndice e peritonite. Ela morreu no dia seguinte em decorrência de choque séptico.
Delegacia Polícia Civil de Itaúna
Polícia Civil/Divulgação
Falhas apontadas pela investigação
Segundo a investigação, a Polícia Civil reuniu depoimentos, prontuários médicos e documentos técnicos sobre o caso.
As apurações apontaram falhas sucessivas no atendimento à adolescente, principalmente pela falta de exames nas primeiras avaliações e pela demora na adoção de medidas adequadas diante da piora do quadro clínico.
De acordo com a Polícia Civil, os sete médicos que atenderam a adolescente foram indiciados por homicídio culposo.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deve analisar o caso e definir os próximos passos do processo.
Hospital Manoel Gonçalves
O g1 procurou o Hospital Manoel Gonçalves para saber se alguma medida administrativa será adotada em relação aos médicos indiciados. Conforme a Polícia Civil, a responsabilização pela morte da adolescente recai sobre a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.
Em nota, o hospital informou que ainda não foi formalmente notificado sobre o caso.
“O Hospital Manoel Gonçalves informa que, relativo ao fato divulgado pela imprensa em 19/05/2026, não foi formalmente notificado do ocorrido. A instituição coopera plenamente com o fornecimento de todas as informações e documentações técnicas, sempre que solicitadas pelas autoridades de segurança, ao longo de qualquer procedimento investigatório, tomando as providências pertinentes de cada caso.”
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